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trabalhos

Cinema

Três reis

Foi o primeiro longa que participei. Com direção de Steven Phill, um longa, independente, sem grana, feito por amigos e com amigos, na raça como todo começo.

Na trama faço o Gaspar, um dos três irmãos que sonha em ver sua família reunida novamente. Sua mãe está doente, seu irmão mais velho preso, seu irmão mais novo é gay e não tem uma boa relação com a família, e o pai, um cantor de sucesso, abandonou todos há anos. Gaspar é o típico sonhador, otimista e que adora as aventuras que passa pelas estradas do interior de São Paulo ao lado dos seus irmãos em busca do seu pai.

O mais legal de tudo é que o elenco é muito unido, e fazer o irmão dos atores Rodrigo Dorado e Murilo Meola, foi fácil. Porque a parceria e irmandade na vida real também existe, antes mesmo de “Três Reis”.

Um road movie com muitos carros lindos, histórias emocionantes e aventuras…na frente e atrás das câmeras. Uma primeira experiência e tanto!

Fotos de Mel Coelho

Veneza

Quando ainda trabalhava em empresa, e levava as artes cênicas como hobbie, era chamado de Falabellinha. Apelido que o pessoal da empresa me deu, sabendo do meu amor pela atuação. O que não sabia é que anos depois eu iria trabalhar com o Falabella. E que prazer imenso ser dirigido por ele e participar de um filme tão poético. Aliás, todo o entrosamento e alegria que vocês verão em cena, é reflexo da boa relação que se instaurou em todo elenco. Foi muito lindo ser recebido com tanto amo r e carinho pelos mais experientes Dira Paes, Du Moscóvis, Dani Winnitz, André Mattos, Carol Castro. Foi bom criar laços afetivos de irmandade com Yuri Ribeiro, Caio Manhente, Pia Manfroni…e tantos outros amores que essa experiência me deu. Enfim, criamos realmente um laço e um carinho muito grande, que levamos para além do filme.

Até mesmo a internacional Carmen Maura, foi muito receptiva e carinhosa com todos!

Ah, mas falando de “Veneza”, a estreia foi no Festival de Cinema de Gramado de 2019, aonde levou o prêmio de Direção de Arte e Carol Castro de atriz coadjuvante.

Maior que o mundo

O diretor Roberto Marques me convidou para o filme no ano de 2012. Depois de muito tempo, pensei que não fosse mais rolar. Até que em 2018 fico sabendo que o projeto finalmente vai sair do papel! Fazer vilão é sempre muito divertido. E um vilão como Altair, de Maior que o Mundo é ainda mais divertido!

Um Ex-artista de circo, traficante de lança perfumes e envolvido com prostituição. Ah, esqueci de falar que é super vaidoso, cafona e egocêntrico. Quando o escritor fracassado Kabeto (Eriberto Leão) encontra o diário de Altair, vê uma oportunidade incrível de lançar um best-seller. Mas ele vai descobrir e querer acertar as contas.

Foi um filme divertidíssimo de fazer e ao mesmo tempo muito desafiador. Mas o elenco era incrível e fez tudo parecer mais fácil. Sem contar que a equipe técnica e artística, assim como a direção era puro amor! Não vejo a hora de ver “Maior que o Mundo” nas telonas!

A fantástica casa de bonecas

Fazer uma releitura de um clássico de 1879 é uma experiência linda que essa profissão de ator me proporcionou. Uma obra antiga, mas super contemporânea para combater o machismo nosso de cada dia. Clarisse Abujamra dirigiu e criou uma estética incrível de metáforas em que todos os personagens masculinos eram feitos por atores com nanismo. Minimizando a figura masculina perante as atrizes Helena Ranaldi e Lara Córdula que são imensas, não só em tamanho, mas principalmente em cena.

Uma importante peça na minha carreira, pois rompeu e mostrou que sou capaz de fazer todo tipo de texto, não só comédias, infantis, ou personagens sem tanta profundidade. Dar vida ao vilão Krogstad me abriu a mente, e abriu os olhos do mercado teatral para mim.

A não Ser

Eu sempre busquei uma definição do que é ser “anão”. Em 2018 resolvi colocar isso no palco, em um solo teatral/poético, onde brinco com as definições da palavra segundo dicionário, termos médicos, definições de crianças…

Um espetáculo rápido, onde estou apenas eu e alguns bancos de diferentes tamanhos e formatos, que viram personagens ou ganham novos significados. Só eu, e os bancos…eles que sempre estiveram presentes em minha vida, me ajudando a alcançar muitas coisas, me ajudam a alcançar essa primeira experiência fazendo um monólogo. Um desafio que tenho gostado de fazer.

Vida de circo

Quando recebi a ligação do Carlos Amorim dizendo que estava montando um espetáculo e queria me conhecer e apresentar o projeto, eu ainda na inocência e acostumado a receber muitos nãos por ser anão, disse a ele: “Mas deixa eu te contar uma coisa para não haver surpresas…você sabe que eu sou anão, certo?”

Ele respondeu simplesmente: “Qual o problema?”

Ali a cia Circodança me ganhou! Conhecer Suzie Bianchi, Carlinhos e todo o elenco incrível foi um presente para a vida. Por isso, desde então (2011, talvez) eu integro o elenco da Cia e do espetáculo “Vida de Circo” (antes chamado de A Roda). E quantos presentes, quantos lugares, quantas apresentações já fizemos juntos! Até para a Espanha já fomos!

Esta foi a primeira companhia e as primeiras pessoas que me abriram as portas e o coração. Por isso desde então estamos juntos, sempre nos respeitando e torcendo pelo sucesso do outro. Mesmo que o sucesso implique em não estarmos próximos às vezes, mas sempre nos pertencendo.

Teatro

Branca de Neve e Zangado

Eu disse pra mim mesmo que nunca faria uma peça da Branca de Neve, porque estou cansado dos personagens estereotipados que estão acostumados a oferecer para atores com nanismo.

Mas quando recebi o convite da Juliana Baroni, soube que ia ser dirigido por Mira Haar e li o texto do Eduardo Moreira, tive que quebrar essa “promessa” que havia feito. O texto Branca de Neve e Zangado é justamente sobre isso! É um texto lindo, sobre um conto conhecido, mas de uma outra forma. Feito para mudar essa visão, romper barreiras, quebrar preconceitos e mostrar que o amor sempre vence, e que independe de questões físicas. Vou dar um spoiler, mas é para o bem! Nessa montagem, a história de amor é da princesa com o anão. Sim, mostrando que nós também amamos, e que vai além do físico ou de aparências.

Foi lindo e emocionante ver a plateia torcendo para que os dois terminassem juntos.

Quando é assim, até vale a pena fazer um dos sete anões.

Fotos de Caio Galluci

O Fantasma do Som

Estar em cena com a consagrada Banda Mirim, foi um passo importante na minha carreira. Foi ali que decidi largar minha vida paralela de trabalhar em escritório de segunda a sexta e levar o teatro somente aos finais de semana. Para ensaiar “O Fantasma do Som”, era preciso ter a semana disponível, e foi então que pedi minha demissão e decidi me jogar de cabeça na profissão de ator.

Radamés Brasil, um personagem sem fala alguma, mas que iniciava o espetáculo resgatando o universo da rádio e das radionovelas. Um resgate da cultura Brasileira apresentada de forma linda e lúdica para as crianças.

Conexões

 A parceria com a Cia Circodança deu tão certo, que resolvemos montar outro espetáculo. E desta vez, além de atuar na peça, fui o responsável por escrever as poesias e alinhar a dramaturgia dessa aventura, que conta através do teatro, poesia, dança e circo a história de um escritor, buscando inspiração através das suas memórias, seus personagens e vivências.

Mostrando que apesar da escrita ser um processo muito solitário, nós sempre precisamos do outro, e das conexões que vamos estabelecendo na vida.

Televisão

Cumplices de um resgate

Por conta de uma participação que você fez em outra novela ser convidado para integrar o elenco da próxima, significa que fez um bom trabalho e que gostaram de você. Descobrir que na trama original seu personagem não existia, mas que neste remake ele foi escrito para você…é melhor ainda!

Assim foi em “Cúmplices de Um Resgate”, com o personagem Nico. Meu trabalho mais visto e reconhecido no dia-a-dia…até hoje! Em vários locais do Brasil ouço alguém me chamando de Nico, parabenizando pela novela ou dizendo que se divertia muito comigo.

Que delícia é ser reconhecido pelas crianças de uma ilha, onde você vai para passar férias, sem sinal de celular,  pensando que ninguém lhe reconheceria. Que impressionante o alcance da TV, e que bacana receber esse carinho pessoalmente!

Nico, vai ficar marcado para sempre na minha carreira. O primeiro personagem importante de uma telenovela infanto-juvenil, mas que é reconhecido por todas gerações. E que venham mais!

Família Imperial

Ainda levando minha vida dupla de ator e funcionário CLT de uma multinacional, tive que faltar uma semana para realizar as filmagens de “Família Imperial”. Eu tinha um certo preconceito com “fazer TV”. Queria ser ator apenas de teatro…que inocência. Mas quando fiquei sabendo que a direção geral era de Cao Hamburger, o cara que fez minha infância com Castelo Ra-Tim-Bum, eu topei na hora. E que bom que topei, pois descobri que o universo da TV é demais também. Descobri que quero ser ator, independente da linguagem. Isso tudo por conta desta série que fala da história do Brasil e passa por momentos marcantes de uma forma lúdica, bem humorada, com penteadeiras mágicas e viagens no tempo. De vez em quando volta a ser reprisada na Cultura, Futura ou Disney Channel…se tiver a oportunidade conhecer Moacir, um progressista republicano, não perca.

Chiquititas

Se eu lhe contar os percalços do dia que fui fazer o teste para uma participação em “Chiquititas”, você vai entender que quando é pra ser, será!

Carro quebrado, liga pro amigo te socorrer, imprime o texto do teste na hora que está indo, vai lendo no carro, chega no teste, seria o último a entrar, mas os demais atores com nanismo não estavam conseguindo, pediam mais tempo para estudar, até que a produtora de elenco chega em você: “Você, tá pronto? quer passar na frente dos demais?”

Respondo: “Estou!”. Mesmo sem ter lido tanto o texto, sem ter “decorado” (odeio essa palavra), eu estava pronto! Eu tinha lido algumas poucas vezes, sabia do que se tratava a cena…fui lá, e fiz a cena. Não exatamente da forma como estava escrita, mas pela vibração da produtora, pelos elogios da atriz que me dava réplica, e pela reação dos meus concorrentes que assistiam ao teste, eu sabia que esse personagem era meu.

E assim foi! Mas era apenas uma participação de dois episódios, que viraram 5…depois mais 3…depois mais 4. E dali, fui chamado para integrar o elenco fixo da próxima novela chamada “Cúmplices de Um Resgate”. Quando é para ser, será!

Renault – Caverna do Dragão

Poderia falar das publicidades que fiz para Honda, Toyota, Itáu, Carrefour…mas nenhuma causou tanto furor quanto a publicidade da Renault, dando vida aos personagens do desenho “Caverna do Dragão”. E que loucura dar vida ao icônico, ora amado, ora odiado Mestre dos Magos. A internet pirou com a possível ideia de ser um live acting de Caverna do Dragão, quando vazaram algumas imagens.

Foi uma experiência e tanto me olhar no espelho e não me reconhecer, por conta do primoroso trabalho da equipe argentina do Iidentikit facemakers, responsável por fazer a máscara que usei para dar vida ao Mestre.

Uma produção incrível, digna de hollywood, mas filmada nas cordilheiras de Cafayate, na Argentina. Quem sabe essa publicidade não empolgue para realmente fazerem um Live Acting dessa história…desde que usem os mesmos atores para dar vida aos personagens.

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Sky – Game of Thrones

Interpretar o “mesmo personagem” que seu ator favorito interpreta, é demais!

Admiro o Peter Dinklage há muitos anos, mas foi em Game Of Thrones que todos os olhos se voltaram para ele. Personagem emblemático, Tyrion Lannister roubou a cena…ou melhor, as cenas. Tive a oportunidade de ser o “Tyrion brasileiro” na publicidade da Sky. Ah, e além de tudo estar ao lado da Top Model Gisele Bündchen, essa nem o verdadeiro Tyrion teve a oportunidade.

Outros trabalhos